quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Vigilância Oculta


Quando pensamos em vigilância sanitária, a primeira imagem que nos vem à cabeça é a de algum local sendo inspecionado por fiscais com prancheta na mão, cheirando, olhando e anotando, mexendo em tudo e depois... fechando o estabelecimento. Rígida e punidora.
Como não pensar assim, se somente esse tipo de imagem é veiculada pela imprensa?
Nós, consumidores, até nos sentimos protegidos por fecharem aquele local "tão sujo" ou surpresos quando multam aquela farmácia que "tinha um “senhor” tão gentil que sabia direitinho qual remédio eu precisava”!
Mas é só isso? Onde, na mídia, está aquela vigilância sanitária parceira dos bons profissionais, que primeiro orienta e, se necessário, autua sem fazer alarde? Simplesmente, não aparece...
Está oculta nas ações educativas realizadas, nas inspeções dos hospitais e no comércio seguro dos alimentos. Não chegam a fazer parte dos noticiários quando pequenas tragédias são evitadas.
E então, como saber se os locais nos quais fazemos compras, comemos ou cuidamos de nossa saúde (e que não foram fechados), trazem algum tipo de risco para nossa saúde?
Muito simples. É só verificar se possui Alvará Sanitário dentro do prazo de validade. O documento emitido pela Vigilância Sanitária deve estar exposto em local de fácil visualização, para assegurar aos clientes ou consumidores que a documentação, a estrutura física, os processos e as competências profissionais atendem à legislação sanitária.
São as ações da “vigilância oculta”, aquela que não aparece na mídia, que nos protege e guarda, que previne e reduz os riscos a que estamos expostos todos os dias.
É com o objetivo de informar à população e aos profissionais sobre a forma de trabalho da vigilância sanitária, de mostrar como identificar possíveis riscos à saúde e de decodificar a legislação sanitária, que pretendo comentar neste blog o que tenho observado e aprendido na minha pratica diária.




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